É
difícil acreditar que algo que tenha a palavra doce no nome ajude a
emagrecer. Pois essa batata originária da América Central auxilia a
exterminar os quilos a mais com muita doçura. Pelo menos é o que mostra
uma pesquisa da College of Agriculture and Life Sciences, nos Estados
Unidos. O poder desse tubérculo se deve a seu baixo índice glicêmico, o
famoso IG. "Isso significa que ele é digerido de forma mais lenta e,
portanto, dá mais saciedade, auxiliando no combate à obesidade", ensina a
nutricionista Gisele Pavin, coordenadora de nutrição da Unilever. "E,
por liberar a glicose de forma gradual, evita que ela seja armazenada no
corpo feito gordura", completa.
Não à toa, graças à geração
equilibrada de energia proporcionada pelo vegetal, a batata- doce é
considerada o alimento dos atletas. Afinal, propicia que o açúcar seja
absorvido na medida exata. Daí, o corpo não se vê obrigado a secretar
doses exageradas de insulina, o hormônio responsável por botar esse
combustível adocicado para dentro das células. "Em outras palavras, a
pessoa tem disposição de sobra para se exercitar", explica a nutróloga
Marcella Garcez Duarte, da Associação Brasileira de Nutrologia, que dá a
dica: o ideal é consumi-la entre uma e duas horas antes da atividade
física.
A batata-doce é benéfica até para quem apresenta
tendência ao diabete. Afinal, com a produção de insulina na dose certa, o
pâncreas, encarregado de fabricá-la, não trabalha adoidado. Assim, o
indivíduo não desenvolve resistência à substância, um fator por trás do
tipo 2 da doença. O estudo americano ainda descobriu que a variedade
Beauregard, que está chegando agora ao Brasil, tem o mesmo padrão
proteico de suplementos vendidos até pouco tempo no exterior para
controle da glicose no sangue de portadores do distúrbio. "Por enquanto
ela está sendo distribuída para cultivo próprio, mas deve chegar aos
mercados sem demora", conta Jairo Vieira, chefe de pesquisa e
desenvolvimento da Embrapa Hortaliças, em Brasília. Diante dessas
propriedades, ninguém deixará a batata-doce fora da lista de compras,
não é mesmo?
A diferença entre:
Batata-inglesa
Ultrapassa
os 85 pontos do limite de um índice glicêmico ideal. Mas é menos
calórica do que sua irmã — são 52 calorias em 100 gramas cozidas — e
apresenta taxas maiores de potássio e fósforo.
Batata-doce
Seu
IG é 44, o que a coloca na categoria de baixo índice. É rica em ferro e
possui cinco vezes mais cálcio do que a inglesa. E tem betacaroteno,
antioxidante que vira vitamina A no organismo.
Na hora de comer
Evite
prepará-la com óleos para não engordá-la. Para aproveitar melhor seus
nutrientes, cozinhe-a com a casca. Assim, você desfruta das fibras.
Adoce seu cardápio com o ingrediente de duas a três vezes por semana e
complete o prato com proteínas.